Informações | Sobre o Pantanal

O PANTANAL
A Reserva da Biosfera definida pela UNESCO e conhecida como Pantanal é a maior zona húmida de água doce do mundo; é o melhor lugar na América do Sul para ver animais selvagens e um dos melhores lugares do mundo para ver aves. Capivaras, sucuris, queixadas, ariranhas, araras azuis e jaguatiricas são comuns e é possível até mesmo ver o mais evasivo mamífero sul-americano: a onça pintada.
 

 

Video de Ailton Lara 

Dentro do território brasileiro, o Pantanal compreende cerca de 230,000 km2 divididos entre dois estados, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; a região se estende além do Brasil na a Bolívia e no Paraguai. A planície tem declives de 1-3 cm em cada quilômetro de norte a sul e de leste a oeste até a bacia do Rio Paraguai e é costeada por montanhas baixas. Cento e setenta e cinco rios correm para o Pantanal e após as pesadas chuvas de verão, expandem suas reservas, assim como o próprio rio Paraguai, para criar grandes lagos rasos cercados por camadas de terreno alto e Cerrado. Plânctons pululam a água e formam um conjunto biológico capaz de conter até 500 milhões de microalgas por litro; milhares de anfíbios e peixes desovam ou migram para consumi-los. E estes se tornam, por sua vez, presas de aves aquáticas e répteis. Mamíferos herbívoros pastam nas margens cobertas de cerrado e no topo da cadeia alimentar pantaneira, estão os grandes predadores da América do Sul: a onça pintada, a jaguatirica, o lobo-guará e a anaconda amarela.
 
Em junho, ao final da estação chuvosa, quando os lençóis freáticos reduzem, a vida selvagem se concentra em volta dos pequenos lagos ou canais e não há outro lugar na terra onde seja possível ver um número tão grande de pássaros ou jacarés. Somente as planícies africanas podem se comparar em termos de mamíferos e as chances de ver a onça pintada ou uma das outras sete espécies de felinos selvagens do Brasil são maiores aqui do que em qualquer outro lugar do continente.


A CULTURA
Vivendo na imensa região pantaneira, com todas as suas adversidades, está o homem nativo da região: o Pantaneiro. Ele também pode ser chamado de peão. Conectado a tudo a sua volta, ele sabe que todas as ações da natureza, como as estações seca e chuvosa, são responsáveis pela riqueza e vida do Pantanal. A área tem sido utilizada para criação de gado ao longo de décadas. Os chamados 'cowboys' pantaneiros e seus rebanhos de gado são famosos por viver em harmonia com a vida selvagem do Pantanal.

 
    


As longas distâncias e a dificuldade de acesso a outras regiões fazem com que o Homem Pantaneiro tenha se acostumado ao isolamento e à solidão. De vez em quando a solidão do Pantaneiro é interrompida quando um grupo de pantaneiros se reúne para agrupar o gado, ou quando participam nas festas tradicionais em fazendas vizinhas. Pastorear pode fazer dias se transformarem em semanas conforme os homens viajam a cavalo, levando milhares de bovinos para pastagens secas para que eles possam se alimentar.
 
Depois de deixar os animais sozinhos por alguns meses o peão os traz de volta às suas pastagens originais ou os leva para serem vendidos em cidades próximas. Esse tipo de viagem se assemelha às viagens dos ‘cowboys’ através do Centro-Oeste Americano, mas, no caso do pantaneiro, os viajantes atravessam uma zona húmida. Nessa região isolada os meios mais comuns de transporte são o cavalo pantaneiro e o carro de bois, resistentes ao trabalho dentro da água e a ofícios de variados tamanhos e tipos.
 
O povo do Pantanal preserva sua cultura e tradições, não só por meio de seu trabalho com a terra, mas também em seus festivais e festas tradicionais, onde as pessoas dançam ao som da viola (guitarra brasileira) que é, ao final da festa, usada para reproduzir músicas folclóricas de tom mais triste. Há uma lenda folclórica comum que diz que, devido a sua habilidade como músico, o diabo não pode tocar a viola.
 
Um dos festivais tradicionais é o Festival de São Benedito, que acontece em Cuiabá, capital do Estado de Mato Grosso.

 
       

Sendo uma exposição religiosa com origem afro-brasileira, o festival de São Benedito acontece em junho e é uma tradição que tem sido mantida pelos povos africanos que se estabeleceram em Mato Grosso para trabalhar nas minas, fazendas, fábricas e como empregados domésticos. O festival aconteceu pela primeira vez em 1719 quando a cidade de Cuiabá foi fundada, e é dedicado ao santo afro-brasileiro São Benedito, padroeiro da cidade, apresentando danças folclóricas como o Siriri, o Cururu, e o Congo.


A CULINÁRIA
A riqueza da cultura brasileira pode ser apreciada em sua culinária tradicional. A paixão pelo sabor e os ingredientes trazidos de imigrantes resultam em receitas que mostram quão apaixonante e intenso é o povo brasileiro.
 
Na remota região de Mato Grosso, a cozinha tradicional tem a combinação das cores e sabores do Cerrado. O Pantanal Mato-grossense desempenha um papel importante já que os peixes encontrados na área são usados na maioria dos pratos.
 
Os pratos mais comuns incluem: arroz, feijão e “Farofa de Banana” (feita com banana-da-terra e farinha de mandioca). O “Caldo de Piranha" também é um prato obrigatório, acompanhado de 'Mojica', "Filé de Pintado", "Moqueca de Pintado" e "Ventrecha de Pacu”.
 
 
  

Na cozinha tradicional de Mato Grosso é muito comum encontrar pratos que combinam carnes e especiarias tradicionais do Cerrado. Carne de porco é muitas vezes usada também. Entre as mais famosas receitas de Mato Grosso estão: 'Maria Isabel' (arroz com carne e especiarias), "Guisado à moda cuiabana" (ensopado), 'Feijão tropeiro' (feijão com torresmo, linguiça, repolho e farinha de mandioca), "Feijoada" (cozido de feijão preto, com carne de porco e linguiça, servido com arroz e farofa) e "Picanha" entre muitos outros.
 
Todos esses sabores e combinações se juntam para criar uma experiência fantástica. Rica, colorida e saborosa, a Culinária Pantaneira é capaz de impressionar a todos.

 

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